A dor postergada corrói lentamente
como um caudaloso rio subterrâneo
silencioso, constante
consumindo cada sinal de sentimento.
A frieza se avizinha
imiscui-se
insidiosa cerca cada nicho
cada vão de humanidade
A razão domina
A emoção se retrai
Nesse jogo perdemos
Nós, cada um a sentir ou não.
A ferida acerta a sangrar
Escorre a gotejar em cada espaço
Que encontra aberto
Enchendo de amarga determinação
Não há de ser dominada pela emoção
No véu dos dias que passam
O choro contido é retido
Aprofundado e esquecido
Substituído pelo tempo agora
Será que algo poderá quebrar
A armadura criada mais uma vez
Que protege e isola
Faz desaparecer o que estava a nascer.
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