A saudade dilacera meu ser
corta-me em mil pedaços
quanta falta tu me fazes
só estou inteira contigo.
Sinto a angústia chegar
a solidão me cercar
mas o amor aqui está
a esperar
A ansiedade se espalha
insidiosa,
preenche, domina
impede o pensar coerente
Abre espaço para o medo
As luzes azuis se tornam
cinzas,
sinais pálidos do vermelho
que era chama
e se tornou réstia.
Apego-me a cada piscar
a cada sinal de talvez
esperando que seja um sim
e jamais um não.
A esperança de que a
liberdade
não se volte contra, se
esvai
em gotas de tempo
que parecem desaparecer
a cada pulsar do sangue.
Que a liberdade
seja o grilhão
que a mim prendeste
junto a lembrança
do que poderia ser.
H.Porter